A Grande Viagem

Em meio a natureza, e com sua permissão arranje sete pedras (Um xamã não se considera superior, ou inferior a nada, nem mesmo as pedras, portanto só pegue as pedras se lhe for permitido) do tamanho de sua mão, mais ou menos. Deite-se (é melhor que seja em meio à natureza, mas esta parte pode ser feita em casa, ou no seu local de poder) e cubra-se com um cobertor ou lençol; coloque duas pedras abaixo dos pés (as pedras, todas, devem prender o cobertor), estas ajudam a ter habilidade para caminhar nos mundos interiores; coloque duas nas mãos (ao lado delas, e sempre acima do cobertor), para ter habilidade de tocarem a essência espiritual; coloque duas acima dos ombros, estas fornecem habilidade para ouvir-ver-sentir e expressar as visões percebidas; coloque uma acima da cabeça, esta fortalece e representa a intenção da viajar. Cubra a cabeça com um cobertor, chapéu, vende-se, etc, para ficar bem escuro. Ouça as batidas do tambor (na falta deste, conecte-se com a sua pulsação e com o ritmo da própria Terra).

Decida ou intua, qual dos oito caminhos deseja seguir:

LESTE: A abertura, encorajar sua direção e objetivo de vida, avaliar novos começos e projetos, avivar suas esperanças;

SUL: Realização, encontrar seu poder, realizar seus propósitos, buscando seu autoconhecimento, desenvolvendo seu potencial;

OESTE: Interiorização, assimilar e compreender as experiências, reforçar sua responsabilidade, encontrar a cura;

NORTE: Sabedoria, aceitação, silencio, buscar o apoio e a orientação dos ancestrais, contatar a sabedoria inata;

NORDESTE: Inspiração, buscar novas fontes de inspiração na Natureza , arte, música , livros , meditação;

SUDESTE: Força do Guerreiro, agir como guardião e defensor da liberdade, buscar confiança, auto-afirmação, seus talentos;

SUDOESTE: Intuição, através do equilíbrio ser receptivo para novas percepções , estar atento aos sinais buscando conhecimento;

NOROESTE: Purificação, reprocessar-se para finalizar um ciclo e começar outro, buscar a verdade em tudo;

Pedir a presença de seu animal de poder e de seu mestre-xamã interior. Procure uma das entradas para o outro mundo (fendas em rochas, ocos de árvore, cavernas, símbolos, espirais anti-horário para descer, horário para subir). Ao entrar no mundo interior, a cognição deve mudar, abandone todos os seus conceitos e julgamentos, pois lá as coisas nunca são o que se imagina. Você poderá encontrar animais, humanos, divindades, elementais, etc. Uns poderão “falar” (comunicar-se de alguma forma) com você, outros te ignorarão. O importante é prestar atenção a tudo! A escuridão e a imobilidade embaixo do cobertor, preso pelas pedras, as batidas do tambor ou do pulsar da Terra, e a sua intenção facilitam o desprendimento do seu espírito a se deslocar para mundos interiores e planos diferentes. Quando o tambor mudar o ritmo, ou quando lhe for intuído, volte e anote tudo! Inclusive símbolos, formas, etc. Tudo poderá ser usado, para o seu objetivo, sua intenção da viagem!

Exercício enviado por André Panizzi “Gavião Real” (Membro-fundador do Clã Lobos do Cerrado).

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