Meditando com Pachamama

Antes de meditar, recomendo que tome alguns minutos para se perceber, ter uma noção de como a sua energia está antes de começar, para que possa compará-la como se sentirá após a meditação.

Deite-se no chão de barriga para baixo e puxe para cima sua camisa, até que o seu umbigo esteja em contato físico com a Pachamama (nossa Mãe Terra).

Se você tiver um pouco de energia que você gostaria de se livrar (por exemplo: stress, raiva, depressão, tristeza, ansiedade), use a sua intenção sincera permitindo que o fluxo de energia parta de você e vá para Pachamama.

Não se preocupe em dar esta energia para ela, não é como a poluição. Pachamama toma essa energia e a recicla em uma energia mais pura que é liberada no Cosmos. Este é um de seus grandes presentes para nós.

Com a força do seu intento, abra seu campo de energia em torno de seu umbigo e sinta essa energia fluindo para fora do corpo e indo para Pachamama.

Se perceber que algumas coisas não estão saindo, talvez ela esteja presa em alguma parte específica do seu corpo, então você poderá usar os músculos do estômago para pressionar suavemente seu umbigo em direção à Pachamama. Você também pode, com a sua intenção, pedir que Ela retire a energia através de seu umbigo gentilmente. Faça isso durante o tempo que for necessário até sentir que a energia indesejável deixou o seu corpo. Agora sim poderá seguir adiante.

Se quiser um pouco da energia de Pachamama (por exemplo: tranqüilidade, amor, harmonia) você pode usar a sua intenção para abrir o seu campo de energia na região do seu umbigo e convidá-la para enviar essa energia até você, harmonizando seu Ser.

Ao receber a energia de Pachamama, você se sentirá mais equilibrado(a) para prosseguir com suas tarefas diárias.

Ao terminar a meditação verifique como está se sentindo.

A diferença entre como você se sentiu antes da meditação e como se sente depois dela é o “sentido” verdadeiro da meditação.

Esse é um método tradicional da meditação nos Andes. Seus efeitos quando realizados diariamente e ao longo de muito tempo é muito benéfico, pois conecta nossa energia com a Natureza e o Cosmos.

As meditações andinas são a forma exteriorizadas de algo mais profundo, uma mudança em nosso relacionamento com o Cosmos. É dentro dessa relação que a “magia” das meditações Andina aparece, mas não é não é uma forma de manipular ou aproveitar os poderes da Natureza. Ao contrário, é algo que surge dentro de um relacionamento de amor e respeito. O contexto das meditações dos Andes, onde os seus benefícios surgem e que as meditações ajudam a nutrir. É uma relação amorosa e solidária com a Natureza e o Cosmos. O princípio ativo desta relação é o ayni.

Ayni é o princípio andino da reciprocidade, um equilíbrio entre dar e receber o que reflete a dinâmica subjacente do Cosmos. Nos Andes para nutrir essa relação, equilibrando a nossa relação com Pachamama, deve-se dar algo para ela em troca. Simplesmente expresse a sua gratidão com palavras ou sentimentos para Ela. Ocasionalmente, uma forma mais simples de ayni, é despejar algumas gotas de vinho ou outra bebida alcoólica para Pachamama, com a intenção de honrá-la e alimentá-la (e, assim, dar alguma energia de volta para ela). Lembre-se, este não é um suborno ou pagamento por serviços prestados, é como dar flores espontaneamente a um ente querido.

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